20/03/2010

COMBATER A POLÍTICA NEFASTA DE SÉRGIO CABRAL

Os profissionais de Educação não têm o que comemorar.

Neste ano de 2010, último da nefasta administração do sr. Sérgio Cabral Filho, urge fazermos uma retrospectiva do que foi este governo para a Educação pública e para a população em geral.

            Antes mesmo de ser eleito, o senhor Sérgio Cabral, que não assumia ser correligionário de sua antecessora, não participou do debate promovido pelo SEPE com os candidatos ao Palácio Guanabara, mas, antes do segundo turno, obteve nossos endereços de forma ainda não esclarecida e ilegal para enviar uma carta prometendo atender a todas as nossas reivindicações. Disse que o estado tinha dinheiro de sobra para pagar ótimos salários aos funcionários, mas, ao assumir, começou a chorar miséria e nos insultou oferecendo-nos 26% em 25 parcelas. Após uma breve greve, obtivemos 4% para os últimos 4 meses de 2007 e, em agosto de 2008, 8%, seguindo o mesmo cálculo de 25% em 24 vezes.

            Em 24 de outubro de 2007, Cabral insultou todos os pobres dizendo que “a Rocinha é uma fábrica de marginais”, pisando o princípio do Direito Romano de que todos são inocentes até prova em contrário e criminalizando até quem ainda não nasceu, numa demonstração de desprezo e ódio a essa população em sua maioria negra. Uma atitude, aliás, coerente para alguém que tem como aliado Jorge Picciani, presidente da ALERJ, proprietário da fazenda Agrovás onde, segundo o jornal O GLOBO de 16/07/2003, o Ministério do Trabalho encontrou trabalho escravo, e, tantos anos depois, nada foi investigado ainda.

            E a guerra pela incorporação da gratificação Nova Escola prosseguia, com declarações desencontradas do governo que, um dia, dizia que era possível incorporar a gratificação, e, logo depois, dizia haver impedimentos locais, para, depois, prometer incorporá-la novamente. E, enquanto isso o dinheiro público era repassado a grandes empresários que forneciam aparato tecnológico, ao invés de reformar as escolas e garantir melhores salários e condições de trabalho (aliás, a Secretária de Educação, Teresa Porto, nunca foi educadora – é analista de sistemas). Houve uma tentativa de centralizar, nas áreas metropolitanas, a merenda escolar, entregando as cozinhas a empresas terceirizadas, cujos donos, agradecidos, certamente fariam generosas doações para as campanhas do PMDB. A luta dos profissionais de Educação adiou esse plano hipócrita que demonstrou que o governo pode investir muito mais do que atualmente gasta em merenda escolar, desde que isso beneficie seus amigos e aliados. 

            2009 foi o ano de uma greve histórica, em que Sérgio Cabral ameaçou nosso plano de carreira, acenando com falsos ganhos: incorporava o Nova Escola reduzindo as diferenças entre os níveis, ou seja, dando com a mão esquerda e tirando muito mais com a mão direita. Há muito tempo a categoria não se via tão unida, gente que há muito deixara a militância voltou às fileiras combativas para defender um plano de carreira proposto pelos trabalhadores da Educação e conquistado com sangue, suor e lágrimas vinte anos antes. E nós defendemos esse plano contra as balas e as bombas da polícia que reprimiu uma manifestação pacífica, mostrando, tal como Moreira Franco, que o PMDB só é democrático no nome.  Ao final, cinicamente, propôs a incorporação parcelada até 2015, como se ele fosse governante vitalício do nosso estado, ou terceiro mandato do grupo Garotinho-Cabral fosse durar mil anos.

            Este ano, precisamos nos unir para derrotar Sérgio Cabral, exigir a incorporação do Nova Escola o 1º semestre – o que a lei eleitoral não impede –, concurso público para funcionários, descongelamento do plano de carreira dos funcionários, denunciar os rios de dinheiro gastos com aparelhos de ar condicionado que não funcionam, reformas de nossas escolas, continuidade do ensino primário, em defesa dos professores DOC. II, que vêm sendo massacrados pelo governo e ainda sofrem uma série de desrespeitos e pressões para serem desviados,  entre tantas outras pautas.
 FONTE: BOLETIM " SEPE NA LUTA PELA EDUCAÇÃO". CLIQUE AQUI

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